Fio a Prumo  O “Sempre em Festa”

Fio a Prumo <> O “Sempre em Festa”

22 de Junho, 2020 Não Por Redacção

Ia largo o das “águas mil” quando por aqui andei escrevinhando pela última vez.

Depois tolheram-se-me os neurónios que mandam na vontade de escrevinhar.

Paragem para olhar ao redor e tentar perceber que mundo é este. O de cá e o do resto.

Da estranheza dos dias, ficou a espera do logo, do amanhã, do pra semana, do mês que já passou.

Um “admirável” mundo novo chegou, assentou arraiais no nosso comportamento, na maneira de cada um o viver (ao mundo novo).

“Admirável”, sim. No bom e no mau sentido.

Em cada dia uma nova incógnita diferente da incerteza que é a vida em condições “normais”.

Rebentou parte da economia, outra parte prosperou. Dizem que é sempre assim em tempo de “guerra” e foi de “guerra” que muitos alcunharam a “coisa”.

Inventaram a prisão domiciliária praticamente consentida, para conter o “bicho”.

Foram os meses da reinvenção de cada um de nós.

Abanaram os países mesmo sem tremor de terra.

Assistimos ao “baile” das estatísticas ao sabor do “interesse” governamental.

Algumas noites mal dormidas foram a companhia de muita gente. A Incerteza foi, é, a única certeza para muitos.

Desconfinar, palavra que se aceitou como coisa banal, que tem dado muita água pela barba.

É que se uns desconfinam BEM há outros que desconfinam MAL.

Os exemplos que nos chegam de gente responsável têm dias. Dias e horas e minutos.
De tira e põe máscaras, de distanciamento social e de tudo ao molhe.
De “filhos” e de “enteados”. Consente-se conforme as sensibilidades “civilizacionais”. Dificulta-se na mesma linha de pensamento.

E a praia? Sim a areia e o mar mais as pedrinhas e conchinhas. Toca a usufruir, pois claro. Bem basta o que basta.

E os transportes públicos nas zonas densamente povoadas?

Entretanto: o “bicho” reataca, a preocupação aumenta, a necessidade da economia real pressiona, o SNS é o que é , o mundo está em modo de desorientação , os papagaios papagueiam por aí, continua-se a canalizar muito dinheiro para bolsos esquisitos, os mais frágeis de nós olham com muita preocupação para um futuro que é já ontem .

E com tudo isto e mais o que, por “insuficiência” de escriba, não falei, vivemos o

turbilhão desta vida airada.

E como cereja (podre) no topo do dito, junta-se o Estado para nos dizer com pompa que vamos ter “bola europeia”.

-Até parece que estão infectados pelo espirito do “sempre em festa” designação que nos anos 80 do século passado era dado a um conhecido e célebre clube nocturno da louca noite de Lisboa…