Presidente da EDP admite descida do preço da electricidade “de forma sustentada”

Presidente da EDP admite descida do preço da electricidade “de forma sustentada”

27 de Abril, 2020 Não Por Redacção

O presidente executivo da EDP, António Mexia, admitiu hoje uma descida do preço da electricidade, “de forma sustentada”, tendo em conta a descida do preço do petróleo e o aumento do peso das renováveis.

O gestor, que falou depois de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, indicou que “o preço da energia é ditado no mercado em concorrência” e que a eléctrica fará o que for necessário “para ser competitiva”.

“Estruturalmente havia já um impacto positivo das renováveis e temos esta descida histórica do petróleo. Os dois elementos contribuirão de certeza para uma descida do preço da energia a prazo de uma forma sustentada”, assegurou.

Mexia adiantou que a audiência com o Presidente da República serviu para falar do “passado recente” e do que foi feito no sector para combater o impacto da pandemia da covid-19, mas sobretudo sobre “a oportunidade única que Portugal tem para repensar o futuro”.

“Ainda na semana passada dissemos que mantínhamos o investimento, as contratações e compromissos com a cadeia de valor”, recordou Mexia.

Quanto ao ataque informático à EDP, Mexia “garantiu o funcionamento do sistema eléctrico sem descurar a protecção a 100%” e assegurou que “não houve acesso a dados privilegiados e o que existe são informações muito genéricas” e que não afectam os clientes.

O presidente da EDP assegurou ainda que nunca foi recebido um pedido de resgate “formal” e que nunca foi pago “nem seria” qualquer valor.

Questionado sobre as medidas que têm sido implementadas, Mexia disse que “Portugal reagiu bem”, mas que é essencial que a liquidez chegue rapidamente “aos sítios certos”.

No dia 16 de Abril, o presidente da EDP lembrou que – na mesma linha de compromisso com todos os actores do seu negócio – a empresa antecipou o pagamento a fornecedores, sobretudo pequenas e médias empresas, antecipou o subsídio de férias aos trabalhadores e permitiu a flexibilização do pagamento aos seus clientes afectados pela pandemia covid-19.

A EDP mantém ainda o plano de contratação de 700 trabalhadores em 2020, dos quais metade em Portugal, e o plano de investimentos de 9.000 milhões de euros até 2022.

Os accionistas da EDP aprovaram nesse dia a proposta do Conselho de Administração de distribuição de 694,74 milhões de euros em dividendos relativos a 2019, ano em que a eléctrica teve lucros consolidados de 512 milhões de euros.

Com Agência Lusa