Segurança dominou reunião de Câmara em Benavente

Segurança dominou reunião de Câmara em Benavente

6 de Julho, 2020 Não Por João Dinis

A segurança dos benaventenses, tendo em conta os últimos acontecimentos com a comunidade cigana no concelho, dominaram a reunião de câmara, que decorreu esta segunda-feira, 6 de Julho, no edifício dos Paços do Concelho.

No período antes da ordem do dia, o tema foi proposto a debate pelos vereadores da oposição, que questionaram o Presidente sobre a forma como este, e o município, estão a gerir a situação.

A bancada do PS sugeriu mesmo a criação de um corpo de Polícia Municipal no concelho de Benavente, que poderia auxiliar a Guarda Nacional Republicana, que se debate com escassez de efectivos, o que leva muitas vezes a que existam falhas no policiamento de proximidade, ou no socorro a situações emergentes, que são socorridas por patrulhas de outros postos vizinhos de Benavente.

Carlos Coutinho, Presidente do Município de Benavente, esclareceu que o município não apoia de nenhuma forma a comunidade, e que o facto de famiílas da comunidade cigana ocuparem terrenos do município, apenas diz respeito a uma política tida em anteriores mandatos de controlo das comunidades, que assim não se disseminariam pelo concelho de Benavente, e que até aqui tem resultado, sendo só alterada com os acontecimentos do dia 20 de Junho, em que um grupo agrediu brutalmente o dono de um estabelecimento de restauração da vila.

Sobre a forma como a Guarda Nacional Republicana efectua o patrulhamento no concelho de Benavente, Carlos Coutinho referiu que no próximo dia 14 de Julho reunirá com o Comando da Guarda Nacional Republicana do Distrito de Santarém, de modo a que se encontre uma solução para o reforço do policiamento de visibilidade no concelho de Benavente, onde lamenta há muito tempo não ver uma patrulha apeada, ainda que entenda que a falta de efectivos e o acréscimo de trabalho a que estão sujeitos justifique a falta de patrulhamento de proximidade.

O Presidente esclareceu ainda os vereadores que o facto de muitas vezes militares da Guarda Nacional Republicana serem vistos em supermercados da vila ou em acções de sinalização de obras, em nada interfere com o patrulhamento, pois são serviços gratificados, realizados por militares durante as suas folgas.