Filho da mulher detida pela GNR em Coruche acusa agentes de “tratamento desumano”

13 Março 2020, 11:16 Não Por João Dinis

O filho da mulher que no passado domingo, 8 de Março, foi detida em Coruche, por alegadamente ter injuriado e agredido guardas do posto territorial de Coruche da Guarda Nacional Republicana (GNR), denunciou comportamentos que este considera como “tratamento desumano”, acusando os guardas de terem agredido e pontapeado a sua mãe no interior do posto da GNR de Coruche.

De acordo com o documento que este remeteu à secção do Ministério Público de Coruche, a que o Notícias do Sorraia teve acesso, a versão descrita relata momentos de violência por parte dos militares da GNR.
Na descrição feita ao Ministério Público pelo filho, a mulher terá começado a filmar uma acção policial dentro da sua habitação, facto que ao ser detectado por um militar o terá irritado, levando-o a proferir impropérios à mulher, na versão apresentada pelo filho.
Após as ofensas à mulher, o guarda terá arrastado esta para a rua, procedendo depois à sua detenção, a que esta resistiu.

Durante a detenção e transporte para o posto da GNR em Coruche, este acusa ainda os militares de omissão de auxílio a menor, por terem deixado no local dos factos o seu irmão com 12 anos de idade, que foi transportado por um “senhor” que entretanto presenciou grande parte da acção policial.

Já no posto, este diz que a sua mãe foi agredida, injuriada e pontapeada, afirmando ainda que foi negado auxilio há sua mãe, vindo esta a ser assistida no Hospital Distrital de Santarém e posteriormente no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, após insistência da sua parte.

Além de uma queixa nos serviços do Ministério Público, em Coruche, este afirma ainda que efectuou uma denúncia ao Comando Geral da Guarda Nacional Republicana, relatando a sua versão dos factos.

Recorde-se que a GNR acusa a mulher, de 48 anos, de ter injuriado os militares, tendo agarrado mesmo um militar pelo pescoço, sendo que já no posto esta terá pontapeado um outro guarda.
Os guardas envolvidos na ocorrência solicitaram o respectivo procedimento criminal contra a mulher.