Fio a Prumo <> Informar ou baralhar?

31 Março 2020, 10:44 Não Por Redacção

O Jornalismo foi, em tempos algo recuados, uma profissão de rigor.

“Dar” uma notícia exigia rigor na recolha e cruzamento da informação disponível.

Uma carreira de anos de um Jornalista podia ficar manchada no mínimo, ou até arruinada no limite, quando por algum “descuido” lá saía a notícia sem fundamento.

Era um treino duro e de anos que conduzia ao posto de Jornalista.

Como qualquer profissão exigia dedicação, muito trabalho, noção do mundo e da vida, bons Mestres, e uma inclinação especial e gosto pela matéria.

Os Jornalistas era feito nas redacções, como os outros profissionais eram gente de “oficina”.

Como o aço eram submetidos á forja e malhados na bigorna até ficarem “prontos”.

Mudou-se essa sociedade do aprender fazendo e veio á tona o academismo que gerou “doutores”. que encheram os chamados “órgãos de comunicação social”

Á nobre missõe dum Jornalista sucederam-se as empresas de comunicação, visando o lucro sem cuidar do resto, atropelando ética e verdade.

Interessa ser o primeiro a “noticiar” ainda que os mas, os ses, e os talvez pontifiquem mais do que os factos.

O espectáculo está montado desde os écrans de televisão às diversas formas, outras, de comunicação que por aí circulam às centenas.

Até aquela célebre frase de que a notícia é o cão que mordeu o homem e não o seu contrário, aí está na sua perversão mais rebuscada.

Só falta definir bem, para estar de acordo com as modernices de hoje, precisando bem -se foi o “cão” ou a “cadela” que deram a dentada fatal….