Fotofilme sobre acervo do Museu Municipal de Coruche vale prémio internacional a cineasta coruchense

11 Agosto 2020, 22:08 Não Por João Dinis

Tânia Prates, uma jovem cineasta coruchense esteve em destaque este fim-de-semana no FEST – New Directors New Films Festival, Festival Internacional de Cinema, que decorreu em três cidades distintas, Porto, Lisboa e Espinho, entre os dias 2 e 9 de Agosto, ao alcançar uma Menção Honrosa no Grande Prémio Nacional, com o documentário “Quando a Luz se Apaga“, que esta dedica ao acervo fotográfico da FotoCine que foi doado ao Museu Municipal de Coruche, composto por cerca de 200 mil fotografias, que dão a conhecer alguns aspectos da realidade familiar de meados do século XX nesta região Ribatejana e da sua relação com a fotografia.

Este pequeno filme, seduz pela simplicidade e objectividade com que nos apresenta algum do acervo fotográfico do Museu de Coruche, revelando, em pouco tempo, perícia em sublinhar o seu valor e a força que uma única imagem pode conter“, refere a organização do Festival sobre a Menção Honrosa atribuída ao festival da realizadora coruchense, Tânia Prates.

Com a duração de aproximadamente 5 minutos, o fotofilme é apresentado em dois blocos, constando no primeiro aquilo que eram na época as habituais fotografias de família e no segundo o modo como algumas famílias expressavam e guardavam para memória futura, através desse meio, a dor sofrida pela morte dos filhos de tenra idade.

O filme conta ainda com narração de Ana Paiva, técnica do Centro de Documentação do Museu Municipal de Coruche, responsável pela recepção, organização e demais processos ligados à constituição do acervo fotográfico, que através das suas  palavras  descreve o porquê das fotografias inseridas no fotofilme serem aquelas que mais a sensibilizaram de todas as existentes no vasto arquivo do Museu.

“Quando a Luz se Apaga” já esteve presente nos quatro cantos do Mundo, participando em mostras de cinema em sítios tão distantes como Nova Iorque, Frankfurt, Timor-Leste, Turquia, Lisboa, Polónia, Roma, México, Paris, Eslováquia, Grécia, Índia e Chipre, alcançando agora a sua maior distinção, depois de também já ter sido galardoado no festival Triste para Sempre em Fevereiro deste ano em Lisboa.

Tânia Prates mostrou-se bastante orgulhosa ao ver o seu trabalho galardoado num concurso internacional, aproveitando ainda a ocasião para agradecer a todos aqueles que permitiram a realização deste trabalho.


Fotografia: Direitos Reservados