Mais de 17.000 testes feitos em lares de idosos

Mais de 17.000 testes feitos em lares de idosos

24 Abril 2020, 13:08 Não Por Redacção

Mais de 17.000 testes ao novo coronavírus já foram feitos em lares de idosos em Portugal e as autoridades pretendem atingir os 70 mil em maio, anunciou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em comunicado, o ministério explica que o programa de testes de diagnóstico começou com uma parceria com o Instituto de Medicina Molecular (IMM), a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e o Algarve Biomedical Center (ABC), da Universidade do Algarve, e conta actualmente com mais de uma dezena de parceiros, entre universidades, politécnicos, unidades de investigação e administrações regionais de saúde.

“Lançado com o objectivo de conter a propagação da doença em lares de idosos, através da realização de testes a todos os trabalhadores e utentes com sintomas, este programa de carácter preventivo é complementar a outras medidas já decretadas pelo Governo e adoptadas pelas várias entidades, como a adequada separação de utentes e a correta utilização de equipamentos de protecção individual”, recorda.

A nota indica ainda que já foram testadas cerca de duas centenas de instituições em todo o país.

Este programa é concretizado com as comunidades intermunicipais, em articulação com as autoridades de saúde locais e os centros distritais da Segurança Social.

Das 820 mortes associadas à covid-19 registadas em Portugal, 327 ocorreram em lares de idosos, segundo revelou na quinta-feira a directora-geral da Saúde.

“Nos lares ocorreram 327 óbitos, sendo que a distribuição pelo país é de 180 na região norte, 106 no centro, 39 na zona de Lisboa e Vale do Tejo, um caso no Alentejo e outro no Algarve”, disse Graça Freitas na conferência de imprensa diária de actualização de informação sobre a pandemia em Portugal.

Segundo a directora-geral da Saúde, a percentagem de casos de covid-19 na população mais idosa que vive em lares “é relativamente pequena”, lembrando, contudo, que esses espaços têm uma grande concentração de pessoas e que é fácil a propagação da doença, mesmo tomando as devidas precauções e as medidas de saúde já anunciadas.

Contudo, e apesar das preocupações com estes espaços, Graça Freitas afirmou que estar num lar “não é uma fatalidade” e sublinhou que “a grande maioria das pessoas que adoeceram nos lares estão bem e recuperadas”.

Com Agência Lusa