Ministro da Economia visita SUGAL em Benavente e fica impressionado com os números alcançados pela empresa (Com Fotos)

16 Setembro 2019, 20:54 Não Por João Dinis

Ministro-adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, visitou esta segunda-feira, 16 de Setembro, a fábrica da SUGAL, em Benavente, e comprovou na primeira pessoa, os impressionantes números alcançados pela empresa, que é a segunda maior empresa transformadora de derivados de tomate, tendo a seu cargo a produção de 5% da produção mundial dos derivados de tomate.

Fundada em 1957, a SUGAL tem neste momento cinco fábricas em três países, Portugal, Espanha (desde 2010) e Chile (desde 2012), o que a torna na única marca a conseguir dois ciclos de campanha a nível mundial.

Na fábrica de Benavente, trabalham, no pico da campanha entre 300 a 400 pessoas, o que a torna num dos maiores empregadores do concelho, sendo que a empresa tem 250 trabalhadores a nível nacional ao longo do ano, atingindo um pico de 1000 trabalhadores, nos meses de campanha, Julho, Agosto e Setembro.

A unidade fabril de Benavente está dotada dos mais modernos equipamentos para a transformação do tomate, num processo que se inicia no campo, com a produção de tomate, entregue a cerca de 120 produtores do Ribatejo, que chegam à SUGAL em camiões maioritariamente da empresa, passando depois por diversas fases, como a pesagem, controlo de qualidade, lavagem, escolha e trituração, evaporação, esterilização/pasteurização, embalamento, armazenamento e distribuição.

Pedro Siza Vieira salientou que os números alcançados pela SUGAL, ao ser a segunda maior produtora mundial de derivados de tomate, ‘são números positivos para a economia portuguesa’, revelando que esta visita teve como principal objectivo, ‘testemunhar o exemplo desta empresa portuguesa, que tem muitas lições a dar à ecomimia portuguesa e ao tecido empresarial local’, salientando que ‘é uma empresa que nos últimos dez anos, praticamente triplicou a facturação, e fê-lo porque cresceu de uma forma clara e muito decidida, investindo em coisas que são muito importantes também para o Portugal como um todo, a aposta na internacionalização com a aquisição de investimento no exterior, muito virado para o mercado exportador, que é mercado que cresce e que tem oportunidades à altura das ambições dos portugueses, é uma empresa que aposta muito nas pessoas, o factor de diferenciação mais significativo, são verdadeiramente as pessoas que conhecem o negócio, que sabem como produzir e finalmente também algo que é muito significativo, é uma empresa familiar, vai na terceira geração e uma das questões mais importantes, numa economia e num tecido empresarial composto essencialmente por pequenas é médias empresas é a capacidade de as gerações se sucederem com sucesso, mantendo o foco estratégico e fazendo crescer o negócio’.

Sobre os números da exportação da empresa, que ocorrem para cerca de 70 países e significam 95% do seu volume de negócios, ocupando a Europa 40% das exportações, América do Sul, 30% e Médio Oriente e Ásia com 10% cada os maiores volumes exportadores da SUGAL, o ministro concluiu a sua intervenção afirmando que a empresa é, ‘além de um símbolo do nosso negócio agroalimentar e agroindustrial, tem dado um contributo decisivo para o crescimento da nossa economia e das nossas exportações’.

Jorge Ortigão Costa, Director Executivo da SUGAL, afirmou que na SUGAL querem sempre fazer mais e melhor, aquilo que agora fazem bem, destacando que uma das pretensões da empresa para o futuro próximo é conseguir realizar na totalidade o transporte do tomate até às unidades fabris, o que já fazem em grande parte, depois de um investimento de 1,2 milhões de euros, mas que querem efectuar na totalidade, de modo a agilizar ainda mais o processo de transformação do tomate.

Sobre a campanha de 2019, Jorge Ortigão Costa, salientou que está a ser uma campanha muito boa, e se o tempo se mantiver estável esta será uma campanha agrícola recorde.
A empresa estima este ano produzir em Portugal cerca de 500 mil toneladas, num total global de 2.400.000 toneladas, que significam um global de facturação de 280 milhões de euros.