População de Benavente vai à Assembleia Municipal pedir tomada de medidas após agressões de ciganos a empresário

30 Junho 2020, 11:25 Não Por João Dinis

Cerca de uma centena de pessoas de Benavente marcaram presença na Assembleia Municipal, que se realizou no Centro Cultural de Benavente esta segunda-feira, 29 de Junho, pedindo que o Município tome uma posição para com a comunidade cigana que reside em Benavente, após as agressões ao empresário Paulo Rebocho, que ocorreram no passado dia 20 de Junho, no restaurante que é proprietário, onde um grupo de etnia cigana agrediu brutalmente o empresário com vários pontapés e murros.

Da dezena de pessoas que tomaram a palavra, além de Paulo Rebocho, oito delas demonstraram a sua solidariedade para com o empresário, que foi agredido por uma família de etnia cigana, que vive há mais de 20 anos na Azinhaga do Contador, e que segundo diversos relatos, fez do local uma verdadeira sucata, cujos materiais comercializam.

Paulo Rebocho expôs publicamente o seu caso na Assembleia, após este ter sido tornado público através da notícia publicada no passado dia 23 no Notícias do Sorraia, descrevendo toda a situação por si vivenciada, solicitando ao Presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho, que tome uma posição para terminar com situações como a que viveu, e que para isso poderia contar com o apoio de toda a população, que ali se encontrava a manifestar o seu repúdio para com as atitudes levadas a cabo pelos elementos de etnia.

Paulo Rebocho expondo a situação que viveu e pedindo a intervenção do município

Após o testemunho de Paulo Rebocho, seguiram-se intervenções de muitos outros munícipes, ou familiares de residentes em Benavente, como o caso de Mário Rosa, que afirmou viver fora do concelho de Benavente, e que estava ali pelos seus pais que vivem em Benavente, mas que em nome da segurança dos benaventenses estaria disposto a mudar-se para junto dos seus pais, de modo a garantir a segurança deles.

Carlos Pedro, que também se solidarizou com o empresário, fez ainda referência a casos de tráfico de droga que ocorrem nos jardins da vila, sobretudo no Parque 25 de Abril, onde afirma que se verifica compra e venda de estupefacientes.

Entre discursos mais ou menos acalorados, houve mesmo quem afirmasse que caso a Câmara não tomasse medidas no imediato, poderia estar em marcha um movimento popular, de modo a erradicar os ciganos do concelho de Benavente, trazendo assim de volta a segurança ao seu território.

Um dos factos que mais revolta a população é as famílias viverem em terrenos que são propriedade do município, facto que ainda assim não é suficiente para que estes consigam viver integrados na sociedade, sendo diversos os relatos de agressões, insultos e roubos realizados por elementos de famílias ciganas.

Presidente da Câmara solidário com empresário promete tomada de medidas duras com a comunidade cigana

O Presidente da Câmara Municipal de Benavente, Carlos Coutinho, respondendo aos seus munícipes, começou por agradecer a sua presença, naquela que foi a maior presença de público numa reunião do município, facto que demonstra que os benaventenses também andam atentos, e sobretudo a querer fazer ouvir a sua voz, solidarizando-se depois com o empresário Paulo Rebocho, repudiando as agressões que este sofreu, esperando que a Justiça cumpra também o seu papel punindo os agressores.

Carlos Coutinho reconheceu que Benavente e Samora Correia vivem de facto um problema com alguns elementos da comunidade cigana, agudizado agora em Benavente, onde ocorreu a mais recente situação, esclarecendo ainda os munícipes que a autarquia não suporta nenhuma despesa com a comunidade, relativamente às facturas de água ou luz, nem mesmo agora durante a crise provocada pela pandemia da Covid-19.

Carlos Coutinho demonstrou toda a solidariedade para com os seus municípes

O autarca referiu que já reuniu com a Guarda Nacional Republicana (GNR), onde demonstrou a sua preocupação pela situação que se vive em Benavente com a comunidade cigana, tendo agora uma nova reunião agendada com o Comando Distrital da GNR, onde vai pedir um reforço dos meios, bem como uma presença mais assídua e musculada.

Ainda que não refira que medidas concretas vão ser postas em prática, o Presidente da Câmara Municipal de Benavente anunciou que a autarquia irá tomar medidas duras para com os elementos da comunidade cigana, sobretudo com os prevaricadores, que recusando-se a estar integrados na sociedade vivem do roubo e da criminalidade, espalhando o clima de terror e insegurança no concelho de Benavente, que não fossem estas situações era um concelho bastante calmo.

Benavente não é um concelho inseguro mas pede reforço da GNR

Apesar destes mais recentes episódios, para Carlos Coutinho, Benavente continua a ser um concelho seguro, mas ainda assim o autarca salienta que a falta de efectivos e de meios da Guarda Nacional Republicana não tranquiliza a população, facto que este pretende ver revertido muito em breve, pretendendo um reforço de militares e de meios para os postos territoriais de Benavente e Samora Correia, garantindo assim um patrulhamento e maior visibilidade por parte da GNR.

Carlos Coutinho realizou ainda um pedido público à GNR para que tenham uma maior presença e actuação, podendo assim tranquilizar a população e terminar com os casos suspeitos entre a comunidade cigana.

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